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domingo, 30 de junho de 2013

Enquanto isso na escola: comportamento de corte!

Cientificamente, os atos apaixonados dos animais são conhecidos como comportamento de corte (que em biologuês quer dizer namorar). Mas esse termo tem uma origem cultural! Antigamente, quando um rapaz queria namorar uma donzela, ele a cortejava. Bonitinho né? Nosso comportamento de corte vocês já conhecem bem (mas vale evidenciar que é um tipo de comportamento animal para nossos alunos): a gente se enfeita toda pra sair com aquela pessoa gracinha, ri, pega na mão, faz um charminho, um carinho no cabelo, aí vem o beijo francês, passeio de mãs dadas, abraço. ligação de madrugada  e etc, etc, etc... <3
Mas como os animais namoram?
Os passarinhos no geral, exibem suas cores e os machos cantam o mais alto que podem por um longo período para convencer as belas passarinhas de que são os melhores!
Por eu mesma: casal de araras namorando no Jardim Zoológico de São Paulo




Querem só ver um belíssimo exemplo de exibição de macho para fêmea? Nesse link tem um pavão mostrando todas as suas cores e sua graça http://www.youtube.com/watch?v=LjWNYDCu_Yg.
Outra curiosidade sobre o namoro animal: não somos os únicos adeptos do beijo, as garças também são chegadas em demonstrar carinho com ósculos (do Aurélio: beijo).
Existem muito mais e mais variados comportamento de corte na natureza e é possível explorá-los para chamar a atenção dos alunos sobre o mundo Animal. Então, bora lá?

quinta-feira, 13 de junho de 2013

ahhh... o amor!

Ontem foi dia dos namorados, então vamos tomar um café mais romântico esses dias =) Tudo começa com a visão, claro! Ao olharmos a pessoa amada, as informações visuais  são enviadas ao neocortex cerebral responsável por avaliar as características do parceiro. Quando o reconhecimento ocorre, o coração acelera, as pessoas sorriem e as áreas cerebrais estimuladas recebem mais sangue osneurônios ficam mais ativos.
E o toque! Não podemos nos esquecer do toque, afinal ele pode ser a forma mais comum de se demonstrar afeto. E não é à toa não! Temos mais ou menos cinco milhões de receptores para toque em nossa pele e esses estímulos são conduzidos ao cérebro provocando a sensação de prazer.
Júlia Roberts uma vez disse que "o melhor cheiro do mundo é o do homem que você ama." E é pura verdade! No caso do amor, um dos odores mais importantes é o dos ferormonios. Os ferormônios são substâncias químicas voláteis que exalamos pelos poros da pele e pelo hálito. Eles são formas de comunicação química e variam de acordo com o período de fertilidade e reprodução.
 Há ainda a face hormonal do amor. Quanto estamos apaixonados, há liberação de dopamina, o hormônio do prazer, ocitocina, que nos deixa felizes e satisfeitos e vasopressina, que contrai os nossos vasos e dá aquele frio na barriga.
E, por último, a característica evolutiva do amor: a aproximação de casais para reprodução e o estabelecimento de vínculos entre os dois. E o fato de o amor ser cego favorece a aproximação de casais improváveis e a variabilidade genética da prole.
Uma dica de leitura que vale muito a pena é o artigo da revista Ciência Hoje: A neurociência do amor de Roberto Lent. Disponível aqui oh http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/bilhoes-de-neuronios/a-neurociencia-do-amor 
 E a Superinteressante elaborou uma lista com 5 dicas científicas pra você se dar bem no amor. Confere lá http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/5-dicas-cientificas-para-voce-ser-feliz-no-amor/http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/5-dicas-cientificas-para-voce-ser-feliz-no-amor/
Ahhh... o amor!
Por Sandra Silverio


sábado, 8 de junho de 2013

Enquanto isso, na escola... EVOLUÇÂO!

Ta aí um tema polêmico e que dá trabalho!!!
Por isso reuni algumas sugestões que podem ajudar nessa tarefa tão árdua, mas absolutamente fundamental.
No blog Biologia Evolutiva (top!), há um texto ótimo destinado aos professores na reflexão deste tema e nas prioridades que o autor considera importantes e que eu concordo. O texto é bacana, porque evidencia a relação do assunto com outros temas biológicos, o que sabemos só reforça o aprendizado. E ainda dá um toque de que a Evolução não deve ser tratada apenas como o paradoxo Darwin-Lamark! O link é esse aqui http://biologiaevolutiva.wordpress.com/2012/04/29/ensinando-evolucao-a-historia-vem-por-ultimo/ .
 O blog Ensinar Biologia traz duas sugestões referências bibliográficas para alunos e professores se aprofundarem no tema (ensinarbiologia.blogspot.com.br/2010/01/ensinar-evolucao.html). Nessa linha de sugestões bibliográficas eu também tenho duas: Uma Breve História de Quase Tudo (é claro!) de Bill Bryson e Evolution, a very short introduction (que foi presente do meu professor e que é tão bom, mas tão bom que dá dó de ler e acabar!).


No youtube, há uma série de vídeos chamada "O Gênio de Charles Darwin" (http://www.youtube.com/playlist?list=PLDA225871859249A7) em que Richard Darkins fala sobre o Darwinismo, é muito boa!
Para as aulas, minhas sugestões são jogos:

Pra fechar o tema, poema!

Gente, vocês não sabem!
O avô de Darwin, Erasmus, era um médico que receitava sexo para combater depressão e poeta. Escreveu um poema sobre Evolução alguns anos antes do nascimento do neto Charlies. O título: O templo da natureza.
Infelizmente, não encontrei os versos para compartilhar aqui. Mas encontrei um artigo de Geraldo Salgado Neto, da Universidade Federal de Santa Maria que conta essa história e a influência de Erasmus Darwin na Ciência de uma forma no mínimo interessante. Vale a pena conferir!
Então para terminar vou parafrasear Bill Bryson: "Estamos realmente no início de tudo. O segredo é (...) nunca toparmos com o fim. E isso, é quase certo, exigirá muito mais que golpes de sorte."

Chá das Cinco: A Origem das Ideias

1859. Inglaterra. Charles Robert Darwin, então com 50 anos, submeteu à Quarterly Review um exemplar antecipado do livro em que o naturalista (estudante ou estudioso de História Natural) expunha suas ideias sobre a Evolução dos seres vivos desenvolvidas durante sua viagem pelo mundo no navio Beagle. O livro não foi aceito para publicação e foi sugerido pela revista à Darwin que escrevesse sobre pombos. Conselho que ele ignorou, é claro.
No fim daquele ano On the origin of species by means of natural selection (A  origem das espécies por meio da seleção natural) foi publicado com triagem inicial de 1250 exemplares e vendido a preço de banana.
Basicamente, a grande ideia é que a seleção natural (recursos e condições ambientais) é o meio pelo qual algumas espécies prosperam e outras fracassam e que as que prosperam possuem vantagem inatas que são transmitidas para seus descendentes.
O que poucas pessoas sabem, é que Darwin não foi único a ter este insigth. Um ano antes, ele recebeu uma carta de Alfred Russel Wallace, acompanhada do manuscrito On the tendency of varieties to depart indefinitely from the original type (Sobre a tendência das variedades de divergir indefinidamente do tipo original). O rascunho apresentava as mesmas ideias de Darwin sobre o processo da evolução.
Foi então decidido que ambos apresentariam suas conclusões na reunião da Sociedade Lineana em 1 de julho de 1858, mas Darwin não pôde comparecer. Estava sepultando seu filho caçula, vítima de escarlatina.
A apresentação estava na pauta da reunião com outras seis apresentações e contou com um público de 30 pessoas e a única repercussão foi de um professor irlandês que afirmou que as considerações defendidas por Wallace eram falsas.
Dali pra frente, Wallace se afastou dos estudos e, inclusive adotou o termo "darwinismo" para se referir à teoria.
Darwin não desistiu de suas ideias e A origem das espécies vendeu as 1250 cópias! E apesar do título, a única coisa que Darwin não conseguiu explicar foi como as espécies surgiram.  E um outro detalhe, o que eram as vantagens das espécies prósperas e as desvantagens das fracassadas? Como eram transmitidas para os descendentes?
Bem isso é tema para um próximo café. Dessa vez, com um monge plantador de ervilhas. =)


Por eu mesma

sábado, 1 de junho de 2013

Café com Darwin?

O tema da postagem de hoje é baseado na reportagem Dinossauros Evoluídos da Scientific American Brasil, divulgada no site da UOL (http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/dinossauros_evoluidos.html) e da imagem:

Na edição de bolso de A Origem das Espécies, livro no qual Darwin expõe suas conclusões sobre a Evolução dos seres vivos (o próximo post vai contar essa história ;), o capítulo 11 é destinado à Sucessão Geológica dos Seres Vivos. De acordo com ideias deste capítulo, as espécies mais recentes surgiram lentamente e as espécies evoluem com velocidades diferentes umas das outras. O processo de modificação dos seres vivos é muito lento e uma espécie pode conservar suas características por mais tempo que outra, ou se modificar em menor grau. O fato é que indivíduos de uma população sofrem modificações que os tornam mais adaptados às condições e mais propensos à sobrevivência ou certamente serão extintos.
A espécie extinta não torna a reaparecer, ainda que as condições da época de sua existência sejam restauradas. E mesmo que organismos tenham se adaptado, a espécie antiga e a nova jamais serão as mesmas, pois certamente conservaram diferentes características das que herdaram de seus ancestrais.
Por eu mesma


Fica a dica: a edição de Bolso de A Origem das Espécies é baratinha e cabe em qualquer lugar =)